Evangelho do dia, martírio de Santa Inês (21/01/13):
Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus
estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de
João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não
jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam,
por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo
está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém
põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres
velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres
novos”.
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Comentário:
"Vinho novo em odres novos". O Evangelho é de fato novidade! Mesmo que o Antigo Testamento traga consigo toda a promessa de Deus, que esteja carregado de figuras proféticas, a entrada do Verbo de Deus no mundo pela Encarnação será sempre a novidade perene! Uma novidade que exige adequação... Diante desse novo, precisamos renovar também a nossa mentalidade. Os discípulos de João Batista e os fariseus ainda não tinham alcançado essa percepção quando falam do comportamento dos discípulos de Jesus. Jesus usa uma alegoria esponsal para introduzir o tema da novidade. Ele é o Esposo-Deus que se casa com a Esposa-humanidade. Eles estão nas núpcias! Jesus está ali com eles, não pode haver penitência nesse momento. Contudo, Jesus retorna ao Pai e espera o encontro definitivo com sua amada. É nessa espera que a esposa jejuará, como preparação para a vida definitiva. Mas o significado do jejum não será mais o mesmo. Enquanto o antigo jejum era uma tentativa expiatória, o novo jejum já parte do sacrifício da cruz. Enquanto o antigo é súplica, o novo é participação no mistério. Enquanto o antigo se remete ao pecado passado, o novo aponta para esperança futura. Enfim: Vinho novo em odres novos! Que hoje possamos experimentar da novidade de Cristo, com a esperança de que a vida definitiva nos foi garantida pelo seu sacrifício esponsal na cruz. Que possamos entender que o tempo que vivemos é provisório e que a nossa renúncia das alegrias mundanas e dos prazeres momentâneos resulta de uma espera do definitivo em nossas vidas, muito maior do que qualquer alegria passageira, pois consiste na contemplação de Deus! O cristão renuncia o prazer do agora, porque o agora não pode realizá-lo. O cristão procura desde já a plenitude, o cristão procura Deus! O exemplo de S. Inês, virgem e mártir, nos ajuda a compreeender essa realidade...
Paz!

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