Hoje me deparei com uma passagem que me fez refletir… Quero partilhá-la com vocês:
"a verdade e a retidão moral são tanto uma necessidade para o homem e a sociedade quanto o ar, a água, o fogo, o alimento, o abrigo, e todas as demais coisas das quais depende a vida do corpo. São mais necessárias! Pois, a vida moral e espiritual do homem é especificamente humana e, sem isso, o homem faria melhor se estivesse morto!" (MERTON, Thomas, Paz na era pós-cristã, Ed. Santuário, Aparecida-SP, 2007, p.76).
Olhar a verdade e a retidão como necessidades viscerais é um pensamento forte! Às vezes nos esquecemos que nossas necessidades não se limitam ao material; nos esquecemos que nosso humano necessita de mais do que o comer e o beber. Basear nossa vida no que nos proporciona prazer pode nos fazer esquecer do BEM. O BEM não é equivalente necessariamente ao que nos faz sentir bem, mas sim àquilo que nos humaniza, que nos aproxima de nossa perfeição e isso pode ser prazeroso ou não. Sentir-se bem nem sempre corresponde ao ser bom. O melhor exemplo disso é a Cruz de Cristo: ser abandonado por todos seus amigos, ser preso, flagelado, condenado injustamente, carregar sobre si as dores de um mundo inteiro, ser pregado na cruz, não é de modo algum algo prazeroso… Mas podemos falar de obra mais perfeita do que esta? Podemos citar obra que tenha produzido maior bem? A salvação de toda a humanidade foi alcançada com o sacrifício do único homem perfeito! O maior bem foi alcançado com o maior sacrifício! É paradoxal que de um tão grande sofrimento possa brotar um bem tão definitivo. De modo que nossa sociedade se equivoca em perseguir com tanto empenho ao prazer, negligenciando a busca do verdadeiro bem.
A verdade é ponto de partida para essa busca. Não pode haver verdadeiro crescimento humano e espiritual que não nasça de uma sincera adesão à verdade, tanto nossa, pessoal, quanto comunitária, social. Não quer dizer que temos que sair por aí metralhando os outros com o que consideramos ser a verdade, pois a verdade sem o amor não é verdade. Acho que se trata de um reconhecimento e uma busca empenhada do que deveríamos ser. Temos que partir do nosso eu real, procurando nosso ideal. No nosso caso, como cristãos, nosso ideal é a santidade. A adesão à verdade é também garantia da nossa retidão. A retidão seria a fidelidade na nossa busca, mesmo que nos doa. Podemos retornar agora para a Cruz de Cristo: o mérito de Cristo foi garantido pela sua fidelidade ao Pai até o oferecimento da própria vida. Uma pergunta simples: O quanto estamos dispostos a sofrer para nos manter retos? Acho que a resposta honesta e positiva a esta pergunta difere os santos dos outros…
Nosso mundo precisa de mais pessoas verdadeiras e retas, ou seja, precisa de pessoas capazes de viver mais intensamente como humanas! Que não se limitem a animalidade do estômago, da saciedade dos sentidos; mas que sejam capazes de ir além, que sejam capazes de cultivar valores, que saibam honrar sua palavra, que busquem o bem, que tenham fome e sede da justiça! Sei o quanto isso parece difícil, mas considero o quanto é também hoje necessário! Peço ao Senhor, hoje, que nos ajude a seguir o seu exemplo para que confiantes possamos alcançar o que nos foi proposto por Ele, para que alcancemos a perfeição - que não é ausência de limites, nem exatidão matemática, mas adesão amorosa ao projeto de Deus para nós.
Paz!
"a verdade e a retidão moral são tanto uma necessidade para o homem e a sociedade quanto o ar, a água, o fogo, o alimento, o abrigo, e todas as demais coisas das quais depende a vida do corpo. São mais necessárias! Pois, a vida moral e espiritual do homem é especificamente humana e, sem isso, o homem faria melhor se estivesse morto!" (MERTON, Thomas, Paz na era pós-cristã, Ed. Santuário, Aparecida-SP, 2007, p.76).
Olhar a verdade e a retidão como necessidades viscerais é um pensamento forte! Às vezes nos esquecemos que nossas necessidades não se limitam ao material; nos esquecemos que nosso humano necessita de mais do que o comer e o beber. Basear nossa vida no que nos proporciona prazer pode nos fazer esquecer do BEM. O BEM não é equivalente necessariamente ao que nos faz sentir bem, mas sim àquilo que nos humaniza, que nos aproxima de nossa perfeição e isso pode ser prazeroso ou não. Sentir-se bem nem sempre corresponde ao ser bom. O melhor exemplo disso é a Cruz de Cristo: ser abandonado por todos seus amigos, ser preso, flagelado, condenado injustamente, carregar sobre si as dores de um mundo inteiro, ser pregado na cruz, não é de modo algum algo prazeroso… Mas podemos falar de obra mais perfeita do que esta? Podemos citar obra que tenha produzido maior bem? A salvação de toda a humanidade foi alcançada com o sacrifício do único homem perfeito! O maior bem foi alcançado com o maior sacrifício! É paradoxal que de um tão grande sofrimento possa brotar um bem tão definitivo. De modo que nossa sociedade se equivoca em perseguir com tanto empenho ao prazer, negligenciando a busca do verdadeiro bem.A verdade é ponto de partida para essa busca. Não pode haver verdadeiro crescimento humano e espiritual que não nasça de uma sincera adesão à verdade, tanto nossa, pessoal, quanto comunitária, social. Não quer dizer que temos que sair por aí metralhando os outros com o que consideramos ser a verdade, pois a verdade sem o amor não é verdade. Acho que se trata de um reconhecimento e uma busca empenhada do que deveríamos ser. Temos que partir do nosso eu real, procurando nosso ideal. No nosso caso, como cristãos, nosso ideal é a santidade. A adesão à verdade é também garantia da nossa retidão. A retidão seria a fidelidade na nossa busca, mesmo que nos doa. Podemos retornar agora para a Cruz de Cristo: o mérito de Cristo foi garantido pela sua fidelidade ao Pai até o oferecimento da própria vida. Uma pergunta simples: O quanto estamos dispostos a sofrer para nos manter retos? Acho que a resposta honesta e positiva a esta pergunta difere os santos dos outros…
Nosso mundo precisa de mais pessoas verdadeiras e retas, ou seja, precisa de pessoas capazes de viver mais intensamente como humanas! Que não se limitem a animalidade do estômago, da saciedade dos sentidos; mas que sejam capazes de ir além, que sejam capazes de cultivar valores, que saibam honrar sua palavra, que busquem o bem, que tenham fome e sede da justiça! Sei o quanto isso parece difícil, mas considero o quanto é também hoje necessário! Peço ao Senhor, hoje, que nos ajude a seguir o seu exemplo para que confiantes possamos alcançar o que nos foi proposto por Ele, para que alcancemos a perfeição - que não é ausência de limites, nem exatidão matemática, mas adesão amorosa ao projeto de Deus para nós.
Paz!
"Nosso mundo precisa de mais pessoas verdadeiras e retas, ou seja, precisa de pessoas capazes de viver mais intensamente como humanas!". Achei essa parte muito inspiradora, pe. Eduardo. Também acredito que sou capaz de viver isso usando uma figura que o pe. Iglesias, aqui de Brasília, usava (usa) bastante: ter Deus diante dos olhos. Ter Deus diante dos olhos é vê-lo o tempo todo. E ser ético (não só do ponto de vista moral) com o próximo e consigo mesmo.
ResponderExcluirÉ isso aí, Leo! Ter Deus diante dos olhos. Ao perceber quem Ele é, temos mais clareza de quem nós somos.
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