segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Santo Ambrósio fala do martírio de Santa Inês!

Do Tratado sobre as Virgens, de Santo Ambrósio, bispo
 (Lib. 1, cap. 2.5.7-9:PL 16, [edit. 1845],189-191)
(Séc.IV)

Ainda não preparada para o sofrimento
e já madura para a vitória!
Celebramos o natalício de uma virgem: imitemos sua integridade; é o natalício de uma
mártir: ofereçamos sacrifícios. É o aniversário de Santa Inês. Conta-se que sofreu o
martírio com a idade de doze anos. Quanto mais detestável foi a crueldade que não
poupou sequer tão tenra idade, tanto maior é a força da fé que até naquela idade
encontrou testemunho.

Haveria naquele corpo tão pequeno lugar para uma ferida? Mas aquela que quase não
tinha tamanho para receber o golpe da espada, teve força para vencer a espada. E isto
numa idade em que as meninas não suportam sequer ver o rosto zangado dos pais e
choram como se uma picada de alfinete fosse uma ferida!

Mas ela permaneceu impávida entre as mãos ensangüentadas dos carrascos, imóvel
perante o arrastar estridente dos pesados grilhões. Oferece o corpo à espada do soldado enfurecido, sem saber o que é a morte, mas pronta para ela. Levada à força até os altares dos ídolos, estende as mãos para Cristo no meio do fogo, e nestas chamas sacrílegas mostra o troféu do Senhor vitorioso. Finalmente, tendo que introduzir o pescoço e ambas as mãos nas algemas de fero, nenhum elo era suficientemente apertado para segurar membros tão pequeninos.

Novo gênero de martírio? Ainda não preparada para o sofrimento e já madura para a
vitória! Mal sabia lutar e facilmente triunfa! Dá uma lição de firmeza apesar de tão
pouca idade! Uma recém-casada não se apresaria para o leito nupcial com aquela
alegria com que esta virgem correu para o lugar do suplício, levando a cabeça enfeitada
não de belas tranças mas de Cristo, e coroada não de flores mas de virtudes.

Todos choram, menos ela. Muitos se admiram de vê-la entregar tão generosamente a
vida que ainda não começara a gozar, como se já tivesse vivido plenamente. Todos
ficam espantados que já se levante como testemunha de Deus quem, por causa da idade,
não podia ainda dar testemunho de si. Afinal, aquela que não mereceria crédito se
testemunhasse a respeito de um homem, conseguiu que lhe dessem crédito ao
testemunhar acerca de Deus. Pois o que está acima da natureza, pode fazê-lo o Autor da natureza.

Quantas ameaças não terá feito o carrasco para incutir-lhe terror! Quantas seduções para persuadi-la! Quantas propostas para casar com algum deles! Mas sua resposta foi esta: “É uma injúria ao Esposo esperar por outro que me agrade. Aquele que primeiro me
escolheu para si, esse é que me receberá. Por que demoras, carrasco? Pereça este corpo que pode ser amado por quem não quero!” Ficou de pé, rezou, inclinou a cabeça.

Terias podido ver o carrasco perturbar-se, como se fosse ele o condenado, tremer a mão que desfecharia o golpe, e empalidecerem os rostos temerosos do perigo alheio,
enquanto a menina não temia o próprio perigo. Tendes, pois, numa única vítima um
duplo martírio: o da castidade e o da fé. Inês permaneceu virgem e alcançou o martírio.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A concórdia e a unidade na comunhão com o Bispo

Da Carta aos Efésios, de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir

(Nn.2,2-5,2: Funk 1, 175-177)        (Séc.I)

Na concórdia da unidade
De todos os modos vos convém glorificar a Jesus Cristo que vos glorifica, para que,
perfeitamente unidos na obediência, sujeitos ao bispo e ao presbitério, vos santifiqueis
em tudo.

Não vos dou ordens, como se fosse alguém. Mesmo carregado de cadeias por causa do
nome de Cristo, ainda não sou perfeito em Jesus Cristo. Só agora começo a ser discípulo e vos falo como a condiscípulos. Eu é que deveria ser ungido por vossa fé, exortações, paciência, serenidade. A caridade, porém, não me permite calar a vosso respeito; resolvi por isto adiantar-me e exortar-vos a serdes bem unidos ao pensamento de Deus. Jesus Cristo, nossa vida inseparável, é o pensamento do Pai, da mesma forma como os bispos, em toda a extensão da terra, são o pensamento de Jesus Cristo.

Convém, pois, que vos encontreis com o pensamento do bispo, como aliás já o fazeis.
Na verdade, vosso inesquecível presbitério, digno de Deus, está unido ao bispo como as
cordas à cítara. Deste modo, em vosso consenso e caridade, ressoa Jesus Cristo. Cada
um de vós, igualmente, forme um coro, uníssono na concórdia, recebendo a melodia de
Deus na unidade, para cantardes a uma só voz por Jesus Cristo ao Pai. Este vos ouvirá e
reconhecer-vos-á por vossa atitude como membros de seu Filho. É, na verdade, útil para
vós estar na imaculada unidade,a fim de que participeis sempre de Deus.

Se eu, em tão curto tempo, fiz tão grande amizade, não humana mas espiritual, com
vosso bispo, como vos considero felizes por lhe estardes unidos à semelhança da Igreja
a Jesus Cristo e como Jesus Cristo ao Pai; para que de tudo resulte a unidade! Ninguém
se engane: se alguém não estiver junto do altar, ficará privado do pão de Deus. Se a
oração de um ou dois tem tamanha força, quanto mais a oração do bispo e de toda a
Igreja!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Santa Margarida da Hungria, rogai por nós!



18 de janeiro

Santa Margarida da Hungria
 
Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Aos dez anos, o casal real a entregou para viver e ser preparada para os votos religiosos, no mosteiro dominicano de Vespem, em agradecimento pela libertação da pátria dos Tártaros.

Dois anos depois, fez a profissão de fé de religiosa num novo mosteiro, fundado para ela por seu pai, na Ilha das Lebres, localizada no rio Danúbio, perto de Budapeste. Em 1261, tomou o véu definitivo, entregando seu coração e sua vida a serviço do Senhor, tendo uma particular devoção pela Eucaristia e Paixão de Cristo. Ela realmente, era especial, foi um exemplo de humildade e virtude para as outras religiosas. Rezava sempre, e fazia penitencias, se oferecendo como vítima proposital, para a salvação do seu povo.

Margarida, não desejou ter uma cultura elevada. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário da escrita e da leitura, talvez apenas um pouco mais que isto. Ela pedia que lhe lessem as Sagradas Escrituras e confiava sua direção espiritual ao seu confessor, o dominicano Marcelo, que era o superior da Ordem.

Possuía um ilimitado desapego às coisas materiais, amando plenamente a pobreza, o qual unido à sua vida contemplativa espiritual, a elevou a uma tal proximidade de Deus, que recebeu o dom das visões. Ela se tornou uma das grandes místicas medievais da Europa, respeitada e amada pelas comunidades religiosas, pela corte e população. Morreu em 18 de janeiro de 1270, no seu mosteiro.

A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade, à Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros paises, Margarida já era venerada como Santa.

Depois de muitos desencontros, em 1729 um processo chegou em Roma, completo e contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo em 1618.

Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras. A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo papa Pio XII em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis, de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do Leste Europeu, onde sua veneração é muito intensa.

S. Atanásio: A harmonia que vem do Verbo de Deus.

Do Discurso contra os gentios, de Santo Atanásio, bispo.

(Nn.42-43: PG25,83-87)      (Séc.IV)

Todas as coisas compõem pelo Verbo
uma divina harmonia

Nada há absolutamente de quanto existe que não tenha sido feito nele e por ele. O
Teólogo no-lo ensina pelas palavras: No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto
de Deus e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada se fez (Jo 1,1).

O musicista, com uma harpa bem afinada, combina artisticamente os sons graves com
os agudos e os médios, de modo a produzir uma só harmonia. Assim também, a
Sabedoria de Deus, empunhando todo o universo como uma harpa, conjuga as coisas
aéreas com as terenas e as celestes com as aéreas, ligando o todo com suas partes.
Assim, dirigindo tudo por um aceno de sua vontade, produz um só universo, um
universo com sua ordem cheia de beleza e de harmonia. Entretanto ele mesmo, Verbo
de Deus, permanece sempre imóvel junto do Pai, enquanto tudo se move dentro da força
da respectiva natureza, segundo o agrado do Pai. Por seu dom, tudo vive e se mantém
conforme sua natureza, compondo assim, por ele, uma admirável harmonia,
verdadeiramente divina. Só por comparação podemos entender uma realidade tão
imensa! Por exemplo: num coro numeroso, com muitos homens, mulheres, crianças,
velhos e adolescentes, sob a direção de um só, todos cantam conforme sua capacidade e
estado, homem como homem, criança como criança, velho como velho, jovem como
jovem.No entanto, todos formam uma só harmonia. Outro exemplo: como nossa alma,
ao mesmo tempo, move nossos sentidos segundo suas propriedades. Na presença de
alguma coisa, todos eles se movimentam: os olhos vêem, os ouvidos escutam, as mãos
tocam, o olfato percebe, o paladar prova e mesmo os outros membros muitas vezes
agem, por exemplo, os pés caminham. Assim acontece nas coisas naturais. Estas são
imagens, embora fraquíssimas, que nos ajudam a perceber as realidades mais altas.

Na verdade, num instante, um só aceno do Verbo de Deus rege todas as coisas ao
mesmo tempo, de forma que cada ser realiza o que lhe é próprio e todos em conjunto
perfazem uma só harmonia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Eu quero, fica purificado!

Evangelho do dia (17/01/13) Mc 1, 40-45:

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado.
43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.


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Comentário:
  Ser leproso na época de Jesus era uma das piores situações de enfermidade. Os leprosos viviam nas cavernas aos arredores da cidade e comiam do que era dado pela caridade dos outros. Carregavam sinos para que as pessoas pudessem se afastar diante da sua presença. Eram considerados imundos. Ser leproso configurava uma morte social completa e uma morte lenta, pois a lepra era doença incurável naquele tempo. Caso um leproso ficasse curado, deveria ser apresentar ao sacerdote para que ele, depois de constatar o fato, o autorizasse a retornar ao convívio social. Vale dizer que um leproso não tem nada a perder, dada a sua situação. Um desses homens se aproxima de Jesus hoje no Evangelho. Esse homem, vencido pela tragédia pessoal, cai de joelhos aos pés de Jesus. Seu gesto é de rendição, de súplica desesperada, mas suas palavras são acertadíssimas! Primeiro chama Jesus de "Senhor". O reconhecimento do Senhorio de Jesus é o ponto de partida. Segundo, ele se submete a vontade de Cristo ao dizer: "se queres"(!). Esse reconhecimento de sua incapacidade de sair de sua condição miserável e a transferência de suas expectativas para o Senhor, manifesta a profundidade do pedido: Eu estou a mercê de sua vontade! Por fim, a afirmação da fé: "tu tens o poder de me purificar"(!). Eis a sabedoria desse sofredor: Ele não é Senhor de nada, mas sabe reconhecer quem de fato o é; ele sabe que é a vontade de Deus que tudo conduz e se submete a ela; ele suplica com fé ao único que pode livrá-lo de sua condição. Acho que o leproso do Evangelho nos ensina muito hoje, não?
  Não poderíamos deixar de falar do movimento de Deus. Primeiro, Jesus não se afasta quando o leproso se aproxima, reação normal das pessoas do seu tempo. Permite ao leproso, mesmo coberto por sua "imundície" (termo usado no tempo de Jesus para os que estavam nessa condição) se aproxime, mas mais que isso: ESTENDE A MÃO E TOCA NELE! Depois, manifesta o seu querer: FICA PURIFICADO! Gesto e palavra acompanham o milagre! E por fim, manifesta o verdadeiro signifcado amoroso do gesto quando pede: "Não digas nada a ninguém". Confesso que um turbilhão de idéias e sentimentos me permeiam quando me coloco diante dessas atitudes. Deus não se afasta de nós, mesmo se estamos impuros! Permite que nos aproximemos sempre. O que fazemos dessa permissão é outra história. Ouve e acolhe sempre o nosso argumento! Apesar de tudo, estende sempre a mão e nos toca! Manifesta seu desejo redentor: EU QUERO! (quase escuto no fundo uma pergunta implícita para mim: e você, quer?) A força de sua palavra realizou, como decreto proclamado e imediatamente executado, aquilo que o encontro entre a fé do leproso e a vontade poderosa de Deus gerou: cura. O segredo pedido por Jesus não é por modéstia ou humildade, mas soa para mim como um: eu não preciso de nada em troca, o que fiz é dom para você. Entendo como expressão de um amor que doa generosamente e não espera retribuição alguma a não ser o bem em si que foi feito a pessoa amada. O homem vai, se apresenta ao sacerdote, e retorna a vida e ao convívio social. Isso basta para Jesus.
  Precisamos paradoxalmente ser como o leproso do Evangelho, permitindo que Deus realize a obra que só Ele pode realizar na nossa vida. Diante da grandeza de Deus o que somos nós? Somos coxos, cegos, leprosos, prisioneiros, mendigos necessitados de sua intervenção. Mas o belo é saber que depois que nos expomos a Ele somos supreendidos, pois na verdade somos filhos, chamados a viver na casa do Pai.
Paz!

Conheça um pouco da vida de Santo Antão através de Santo Atanásio:

Da Vida de Santo Antão, escrita por Santo Atanásio, bispo
(Cap.2-4: PG 26,842-846)
(Séc.IV)

A vocação de Santo Antão
Depois da morte de seus pais, tendo ficado sozinho com uma única irmã ainda pequena,
Antão, que tinha uns dezoito ou vinte anos, tomou conta da casa e da irmã.

Mal haviam passado seis meses desde o falecimento dos pais, indo um dia à igreja,
como de costume, refletia consigo mesmo sobre o motivo que levara os apóstolos a
abandonarem tudo para seguir o Salvador; e por qual razão aqueles homens de que se
fala nos Atos dos Apóstolos vendiam suas propriedades e depositavam o preço aos pés
dos apóstolos para ser distribuído entre os pobres. Ia também pensando na grande e
maravilhosa esperança que lhes estava reservada nos céus. Meditando nestas coisas,
entrou na igreja no exato momento em que se lia o evangelho, e ouviu o que o Senhor
disse ao jovem rico: Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro
aos pobres. Depois vem e segue-me, e terás um tesouro no céu (Mt 19,21).

Antão considerou que a lembrança dos santos exemplos lhe tinha vindo de Deus, e que
aquelas palavras eram dirigidas pessoalmente para ele. Logo que voltou da igreja,
repartiu com os habitantes da aldeia as propriedades que herdara da família (possuía
trezentos campos lavrados, férteis e muito aprazíveis) para que não fossem motivo de
preocupação, nem para si próprio nem para a irmã. Vendeu também todos os móveis e
distribuiu com os pobres a grande quantia que obtivera, reservando apenas uma pequena
parte por causa da irmã.

Entrando outra vez na igreja, ouviu o Senhor dizer no evangelho: Não vos preocupeis
com o dia de amanhã (Mt 6,34). Não podendo mais resistir, até aquele pouco que
restara, deu-o aos pobres. Confiou a irmã a uma comunidade de virgens consagradas
que conhecia e considerava fiéis, para que fosse educada no Mosteiro. Quanto a ele, a
partir de então, entregou-se a uma vida de ascese e rigorosa mortificação, nas
imediações de sua casa.

Trabalhava com as próprias mãos, pois ouvira a palavra da Escritura: Quem não quer
trabalhar, também não deve comer (1Ts 3,10). Com uma parte do que ganhava
comprava o pão que comia; o resto dava aos pobres.

Rezava continuamente, pois aprendera que é preciso rezar a sós sem cessar (1Ts 5,17).
Era tão atento à leitura que nada lhe escapava do que tinha lido na Escritura; retinha
tudo de tal forma que sua memória acabou por se substituir aos livros.

Todos os habitantes da aldeia e os homens honrados que tratavam com ele, vendo um
homem assim, chamavam-no amigo de Deus; uns o amavam como a filho, outros como
a irmão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Deus se aproxima, estende a mão e nos levanta!

Evangelho do dia 16/01/13 (Mc 1, 29-39):

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.
32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.


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Comentário:
  Gosto no Evangelho de hoje dos movimentos entre Jesus e a sogra de Pedro. Primeiro Jesus se aproxima... Isso para mim fala muito. Um Deus que vem ao encontro e que não permanece indiferente a nós. A aproximação de Jesus sempre é para mim anúncio de que o amor de Deus quer e vai atuar! Gosto de ler os trechos onde Ele toma a iniciativa. Quando Simão e André contaram a ele da enfermidade, Ele se move. Você já percebeu na sua vida essa aproximação? Deus se faz presente na nossa vida numa consolação de um bom amigo, numa palavra de incentivo, num afago da mãe ou num cuidado do pai, na solidariedade dos irmãos ou dos amigos, no bom conselho e de tantas formas naturais e sobrenaturais, que se tomássemos posse dessa verdade, nos sentiríamos continuamente cercados por Deus! Na sequência Jesus "segura a mão e ajuda a levantar" e a enfermidade desaparece. Pense um pouco no movimento, visualize. É a força d'Ele que a coloca de pé! Ela é erguida por Jesus! De modo muito singelo antecipamos resumidamente no que consiste toda a obra de salvação: Deus vem ao encontro do nosso pecado, oferece seu perdão e nos salva. É possível ver na sogra de Pedro toda a humanidade ferida de pecado e resgatada por Jesus! Por fim, podemos olhar a resposta da sogra de Pedro: ela começou a servi-los. Ela é também a figura dos verdadeiros cristãos. Todos os que foram alcançados pela graça do Evangelho de Jesus, em sua resposta amorosa ao que receberam, servem! É belo ver que na Igreja toda autoridade é serviço. Um dos títulos dados ao Papa é Servus Servorum Dei, quer dizer, Servo dos Servos de Deus. Podemos dizer sem medo que o cristão tem na verdade do seu ser o serviço. É também no serviço desinteressado que o amor se mostra na vida concreta. O cristão ama a Deus servindo o seu irmão.
  Que hoje possamos, então, possamos crescer no nosso chamado de cristãos através do serviço desiteressado aos nossos irmãos, pois todos os que foram alcançados por Jesus procuram sempre serví-lo com alegria!
Paz!